Corso Italia 7

Rivista internazionale di Letteratura – International Journal of Literature
Diretta da Daniela Marcheschi

Il valore conoscitivo della letteratura

Anche l’Italia all’European Humanities Conference di Bruxelles, per la chiusura della presidenza CE del Portogallo, il 29 aprile. Daniela Marcheschi sul tema “Letteratura, lingue, per il futuro ‘Europa”

Corso Italia 7

Il valore conoscitivo della letteratura

Un appuntamento da non perdere. Importantissimo. Presentiamo di seguito l’abstract dell’intervento della professoressa Daniela Marcheschi.

L'intervento intende rispondere ad alcuni quesiti di importanza cruciale per lo studio universitario delle discipline umanistiche oggi e per il loro stesso destino.

Troppi gli equivoci diffusi, che ingenerano errori. Prima di tutto, qual è la differenza fra lingue madri e lingue veicolari?

Quale ruolo possono avere la letteratura e le varie lingue in cui essa si esprime nella costruzione dell'Europa di domani?

La letteratura esprime soltanto e/o conosce? E se conosce, come lo fa rispetto alle scienze esatte?

Daniela Marcheschi è nata a Lucca nel 1953. Ha insegnato Letteratura Italiana, Letterature Nordiche e Antropologia delle Arti alle Università di Uppsala, Salamanca, Firenze ecc., tenendo corsi, lezioni, conferenze in molte altre università italiane (Palermo, Padova, Roma, Milano, Trieste ecc.) e straniere (Santiago del Cile, Cracovia, New York, Paris VIII, Saarbrücken, Lisboa, Madeira ecc.). Attualmente è in forza al CLEPUL (Università di Lisboa). Presidente dell’Edizione Nazionale delle Opere di Collodi e del Comitato Nazionale per le celebrazioni di Giuseppe Baretti, è Direttore Scientifico della Fondazione Dino Terra, Presidente del Comitato Scientifico del Centro Internazionale di Studi Sirio Giannini. Ha curato i Meridiani delle Opere di Collodi (1995), Giuseppe Pontiggia (2004) e Gianni Rodari (2020); e scritto su autori come Leopardi, Pirandello e altri. Fra i suoi scritti, tradotti in varie lingue, Prismi e poliedri. Scritti di Critica e Antropologia delle Arti (2001); Il sogno della letteratura. Luoghi, maestri, tradizioni (2012). Nel 1996 ha avuto un Rockefeller Award per la Letteratura e nel 2006 il Tolkningspris dell’Accademia di Svezia.

 

No âmbito da Conferência Europeia das Humanidades, a Cátedra CIPSH de Estudos Globais e o Pólo do Clepul da Universidade da Madeira organizaram uma conferência temática subordinada ao tema “Poderá a Universidade subsistir sem Humanidades? As Humanidades como fundadoras do projeto de Universidade”.

Esta conferência temática realizar-se-á no dia 29 de abril de 2021, a partir das 18h (hora de Lisboa), e contará com as intervenções de Carlos Fiolhais (Universidade de Coimbra), Daniela Marcheschi (Centro Internazionale di Studi Europei Sirio Giannini), Moisés Lemos Martins (Universidade do Minho), Onésimo Teotónio Almeida (Brown University), Perfecto Cuadrado (Universidade das Ilhas Baleares) e Renaldas Gudauskas (Biblioteca Nacional da Lituânia/Conselho Internacional de Filosofia e Ciências Humanas da UNESCO).

A participação é livre!

Link do Zoom 

 

CONFERÊNCIA EUROPEIA DAS HUMANIDADES

Conferência temática

PODERÁ A UNIVERSIDADE SUBSISTIR SEM HUMANIDADES?

As Humanidades como fundadoras do Projeto de Universidade

Quinta-feira, 29 de abril, das 18h-20h

Zoom

Organização: Cátedra CIPSH de Estudos Globais da Universidade Aberta e pelo Polo do CLEPUL da Universidade de Madeira

Conferencistas:

Carlos Fiolhais (Universidade de Coimbra)

Daniela Marcheschi (Universidade de Pisa) 

Moisés Lemos Martins (Universidade do Minho)

Onésimo Teotónio de Almeida (Universidade de Brown)

Renaldas Gudauskas (Biblioteca Nacional da Lituânia/Conselho Internacional de Filosofia e Ciências Sociais da UNESCO)

Apresentação

A Universidade gera-se sob o signo da universalidade. O projeto de Universidade de que somos herdeiros, desenvolvido na Idade Média, nasce assente no diálogo entre as disciplinas e na demanda do conhecimento à luz de um ideário de procura da unidade dos saberes, garantindo ao mesmo tempo a sua autonomia epistemológica e a sua contribuição para a construção de um saber mais holístico sobre a complexidade do ser humano, da natureza e dos cosmos. As disciplinas que hoje se englobam na denominação científica de “Humanidades” desempenhavam desde a historiogénese da universidade um papel central numa formação que se pretendia libertadora do universo humano e o mais possível unificadora das etapas de produção de conhecimento disciplinar fragmentário. Com a crescente deriva da especialização na construção do conhecimento e com a valorização extrema das áreas científico-técnicas em nome de exigências económico-sociais, as tradicionais Humanidades têm sofrido uma preocupante secundarização no quadro universitário, correndo o risco, em alguns casos, do seu desaparecimento. É também evidente que a atualização dos métodos e da identidade epistemológica das ciências humanas deve estar em linha com as exigências da produção e difusão do saber nas nossas sociedades hodiernas, marcadas pela pressão das tecnologias que penetram em todos os campos de atuação humana e pelo que Ernst Robert Curtius anunciava como “abandono da cultura”. Desse esforço de atualização são um sinal renovador a emergência das chamadas “Humanidades Digitais” que pretendem atender aos novos desafios de produção de conhecimento avançado com o uso progressivo dos mais sofisticados recursos tecnológicos disponíveis.

A nossa proposta de conferência temática de debate com vários especialistas pretende contribuir para a reflexão sobre o que, ultimamente, tem sido realizado em diferentes círculos académicos sobre o lugar e o futuro das Humanidades no ensino em geral e na Universidade em particular. O nosso tópico de partida passa por entender a necessidade de reafirmação das Humanidades como fundamentais para que a Universidade subsista como território de produção de saber aberto que estruture uma formação abrangente e englobante, de interação e construção de visões globais de conhecimento, atenuando os perigos da fragmentação ou coisificação. Esta assumida defesa das Humanidades passará, como vamos acentuar na nossa reflexão, por vencer a velha dicotomia entre Humanidades, pouco valorizadas da construção de um saber universitário, e as Ciências ditas “científicas” ou “duras”, de forma a que se possa contribuir para humanizar e responsabilizar o conhecimento em nome de uma humanidade plenamente humana.

Palavras-chave: Universidade, Humanidades, Epistemologia, Conhecimento, Humanidade

EUROPEAN HUMANITIES CONFERENCE

Thematic conference

CAN THE UNIVERSITY SUBSIST WITHOUT THE HUMANITIES?

The Humanities as founders of the University Project

Presentation

The University was created under the sign of universality. The University project of which we are heirs, developed during the Middle Ages, is born based on the dialogue between the subjects and on the demand for knowledge in the light of an ideal of seeking the unity of knowledge, guaranteeing at the same time their epistemological autonomy and their contribution for the construction of a more holistic knowledge about the complexity of human beings, nature and the cosmos. Fields of knowledge that are now included in the scientific denomination of “Humanities” have played a central role since the university’s historiogenesis, which was intended to liberate the human universe and unify as much as possible the stages of production of fragmentary disciplinary knowledge. With the increasing trend of specialization in the construction of knowledge and with the extreme valorization of scientific-technical areas in the name of economic and social requirements, the traditional Humanities have suffered a worrying demotion within the university institution, running the risk, in some cases, of being phased out. It is also evident that the updating of the methods and epistemological identity of the human sciences must be made according to the demands of the production and dissemination of knowledge in our modern societies, marked by the pressure of technologies that penetrate all fields of human activity and by what Ernst Robert Curtius alerted as “abandoning culture”. The effort of keeping up with times has led to the emergence of the so-called “Digital Humanities”, which aim to meet the new challenges of producing advanced knowledge with the progressive use of the most sophisticated technological resources available.

Our conference proposal aims to contribute to the reflection on what, recently, has been accomplished in different academic circles about the place and the future of the Humanities in teaching in general and in the University in particular. Our starting point is to understand the need to reaffirm the Humanities as fundamental areas so that the University can survive as a territory for the production of open knowledge that structures a comprehensive and encompassing education, of interaction and construction of global perspectives of knowledge, mitigating the dangers of fragmentation or objectification. This assumed defense of the Humanities will entail, as we will emphasize in our reflection, overcoming the old dichotomy between the Humanities, little valued in the construction of university knowledge, and the so-called “scientific” or “hard” Sciences, so that we can contribute to humanize and hold knowledge accountable on behalf of a fully human humanity.

 

RESUMOS DAS INTERVENÇÕES E RESENHAS DOS INTERVENIENTES

Carlos Fiolhais, “A Ciência é um Humanismo”

A Ciência é o esforço humano para conhecer, segundo o método que lhe é próprio, o Universo, sendo o ser humano obviamente parte dele. A Ciência nasceu na Antiguidade Grega associada intimamente à Filosofia. Mas depois começou a emancipar-se quando, na chamada Revolução Científica dos séculos XVI e XVII, o seu método – fundado na observação e, na experiência e na razão matemática – ficou estabelecido. Essa época é contemporânea da afirmação do Humanismo, que já vinha do Renascimento, um pouco anterior. No Iluminismo do século XVIII, a Ciência já estava separada da Filosofia. Nos séculos XIX e XX a Ciência desenvolveu- se extraordinariamente, ganhando enorme influência na sociedade através daTecnologia. As Ciências Sociais e Humanas expandiram-se nesses séculos em resultado da aplicação do método científico aos humanos, um domínio onde a incerteza é maior. A Ciência não pode ser confundida com a Tecnologia, que é por vezes vista como uma força de desumanização. A Ciência é um Humanismo, já que corresponde à dimensão humana da descoberta, impulsionada pela curiosidade, que exige, tal como as Artes, grandes imaginação e criatividade. Contrariando a questão das "duas culturas" – a separação que C.P. Snow discutiu entre Ciência e Tecnologia, por um lado, e Artes e Humanidades, por outro, afigura-se necessário, nos dias de hoje, afirmar a humanidade da Ciência. Mais e melhor Humanismo significa mais e melhor Ciência, o que implica progresso na integração dos vários saberes humanos. O ser humano é um só e o seu entendimento tem de ser global. Claro que para isso, a Ciência tem de estar consciente que é apenas uma das várias dimensões humanas, obrigando-se ao diálogo com as outras, como a Filosofia e as Artes. A Universidade deve ser o lugar primeiro onde isso acontece.

Carlos Fiolhais (Rómulo – Centro de Ciência Viva da Universidade de Coimbra). Nasceu em Lisboa em 1956. Licenciou-se em Física na Universidade de Coimbra em 1978 e doutorou-se em Física Teórica na Universidade Goethe, em Frankfurt/Main, Alemanha, em 1982. É Professor Catedrático no Departamento de Física da Universidade de Coimbra desde 2000. Foi professor convidado em universidades de Portugal, Brasil e Estados Unidos. Publicou mais de 20 livros, incluindo o manual universitário "Fundamentos de Termodinâmica do Equilíbrio", em coautoria, na Fundação Gulbenkian; as obras de divulgação científica "Física Divertida", "Computadores, Universo e Tudo o Resto" e "A Coisa mais Preciosa que Temos" na Gradiva; o livro de ciência infantil "Ciência a Brincar", em coautoria, na Bizâncio; vários manuais escolares de Física e Química desde o 8.o ao 12.o ano, em coautoria, na Didáctica e na Gradiva; e "Roteiro de Ciência e Tecnologia", em coautoria, na Ulmeiro. É autor de cerca de 80 artigos científicos em revistas internacionais (um dos quais com mais de 1500 citações) e de mais de 200 artigos pedagógicos e de divulgação. É refereede várias revistas científicas internacionais e de organizações científicas europeias. Traduziu 4 livros e fez a revisão científica de muitos outros. Ganhou em 1994 o Prémio União Latina/JNICT de tradução científica, com a obra "Física Nuclear", publicada pela Fundação Gulbenkian. Os seus interesses científicos centram-se na Física Computacional da Matéria Condensada e no Ensino e História das Ciências. Realiza a sua investigação noCentro de Física Computacional da Universidade de Coimbra, de que foi diretor. Organizou numerosos encontros e escolas, nacionais e internacionais. Coordena vários projetos de investigação e supervisiona vários estudantes de mestrado e doutoramento. Participou em numerosas ações, conferências e colóquios promovendo a ciência e a cultura científica. Dirige a revista "Gazeta de Física" da Sociedade Portuguesa de Física e é membro da comissões editoriais das revistas "Europhysics News" da Sociedade Europeia de Física, "Applied Computing Engineering News" da Universidade de Aveiro, e Revista Brasileira do Ensino da Física da Sociedade Brasileira de Física. Foi diretor do Centro de Informática da Universidade de Coimbra e da Biblioteca do Departamento de Física da Universidade de Coimbra (onde criou a Biblioteca Rómulo de Carvalho de Cultura Científica). É membro dos corpos gerentes do Instituto Interdisciplinar da Universidade de Coimbra, do Fórum Internacional dos Investigadores Portugueses, e do Fórum III Milénio do Porto. É ainda membro da Comissão de Avaliação dos Cursos de Física e Química das Universidades Portuguesas e do Conselho das Ciências Físicas da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Daniela Marcheschi, “Letteratura, lingue, per il futuro d'europa”

L'intervento intende rispondere ad alcuni quesiti di importanza cruciale per lo studio delle discipline umanistiche oggi e per il loro stesso destino. Troppi gli equivoci diffusi, che ingenerano errori. prima di tutto, qual è la differenza

fra lingue madri e lingue veicolari? Quale ruolo possono avere la letteratura e le varie lingue in cui essa si esprime nella costruzione dell'Europa di domani? La letteratura esprime soltanto e/o conosce? E se conosce, come lo fa rispetto alle scienze esatte?

Daniela Marcheschi (Centro Internazionale di Studi Europei Sirio Giannini)

È nata a Lucca nel 1953. Ha insegnato Letteratura Italiana, Letterature Nordiche e Antropologia delle Arti alle Università di Uppsala, Salamanca, Firenze ecc., tenendo corsi, lezioni, conferenze inmoltealtre università italiane (Palermo, Padova ecc.) e straniere (Santiago del Cile, Cracovia, New York, Paris VIII, Saarbrücken, Lisboa, Madeira ecc.). Ora è in forza al CLEPUL (Lisboa). Presidente dell’Edizione Nazionale delle Opere di Collodi e del Comitato Nazionale per le celebrazioni diGiuseppe Baretti, èLead Scientist della Fondazione Dino Terra, Presidente del Comitato Scientifico del Centro Internazionale di Studi Sirio Giannini. Ha curato i Meridiani delle Opere di Collodi (1995), Giuseppe Pontiggia (2004) e Gianni Rodari (2020); e scritto su autori come Leopardi, Pirandello e altri. Fra i suoi scritti, tradotti in varie lingue, Prismi e poliedri. Scritti di Critica e Antropologia delle Arti (2001)(Prismas e poliedros. Escritos de Crítica e Antropologia das Artes, Prefácio, Tradução e notas de Luísa Marinho Antunes e Fernando Figueiredo, Funchal, Atlântida, 2004); Il sogno della letteratura. Luoghi, maestri, tradizioni (2012). Nel 1996 ha avuto un Rockefeller Award per la Letteratura e nel 2006 il Tolkningspris dell’Accademia di Svezia.

Moisés Lemos Martins, “A mobilização tecnológica da cultura e os estudos culturais como novas humanidades”

Há cerca de dois séculos começou na cultura uma revolução tecnológica das imagens, com a invenção da máquina fotográfica, que se prolongou pela imagem em movimento, cinema, televisão e vídeo, e que concluiu já em meados do século XX com a Internet e o digital (Martins & Correia, 2014). Outra significativa subversão operada na cultura, e que está implicada na revolução tecnológica das imagens, foi termo-nos deslocado da centralidade da palavra e do pensamento para a centralidade do número e da medida.

A mobilização analógica era para o futuro. Através da promessa, éramos reenviados para a unidade, sendo que apenas pela palavra é que podemos prometer, como nos ensinou Jorge Luís Borges, em “Unending gift”. Mas a mobilização tecnológica é para as urgências do presente, o que tem como consequência a crise permanente do humano. Porque de um fundamento seguro, de um caminho conhecido e de uma identidade estável, a nossa vida tornou-se numa travessia, sendo o nosso destino enigmático, labiríntico e de permanente sobressalto (Martins, 2017).

A revolução tecnológica significou, pois, uma deslocação do regime da analogia, centrado no logos, ou seja, na palavra, no pensamento e no reenvio à unidade, para um regime autotélico, centrado no pathos, o que quer dizer, na imagem, na emoção e na diferença. Passámos do uno para o múltiplo.

Sendo este o contexto da crise do humano, pela mobilização tecnológica para o presente, o meu propósito, nesta comunicação, é o de argumentar o ponto de vista de que os Estudos Culturais constituem, hoje, as novas humanidades.

Classicamente, os estudos sobre a cultura centravam-se na relação cultura/nação e no privilégio dado ao ensino da língua e da literatura. Os Estudos Culturais centram-se na dimensão política dos estudos sobre a cultura. Como movimento teórico, os Estudos Culturais começaram a desenvolver-se em Inglaterra, na primeira metade dos anos 60, à volta do Centre for Contemporary and Cultural Studies, da Universidade de Birmingham. E acabaram por centrar a atenção nos estudos étnicos, pós- coloniais, comunicacionais, antropológicos, etnográficos e feministas, e apenas marginalmente têm-se interessado pela literatura e pelos estudos literários (Martins, 2010, p. 271).

Mas são precisamente esses domínios, investidos pelas Ciências Sociais, que se constituem como pedra de toque da modernidade. E é neles que se joga, hoje, em grande medida, a ideia que temos do humano. A minha proposta de um entendimento dos Estudos Culturais como as novas humanidades tem em atenção esse debate da crise permanente da cultura pela sua mobilização sua tecnológica, sublinhando, entretanto, o compromisso que os Estudos Culturais têm com atual e o contemporâneo, o que também quer dizer, com o presente e o quotidiano (Martins, 2015, p. 341).

Martins, M. L. (2017). Crise no Castelo da Cultura – Das Estrelas para os Ecrãs. 2.a ed. Famalicão: Húmus. Disponível em http://hdl.handle.net/1822/29167

Martins, M. L. (2015). “Os Estudos Culturais como novas Humanidades”. Revista Lusófona de Estudos Culturais / Lusophone Journal of Cultural Studies. Vol. 3 (1), pp. 341-361. Disponível em http://hdl.handle.net/1822/40655

Martins, M.L. (2010). Os Cultural Studies no Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho. In Martins, Moisés de Lemos (Org.), Caminhos nas ciências sociais: memória, mudança social e razão: Estudos em homenagem a Manuel da Silva Costa (pp. 271-287). Coimbra: Grácio/CECS. Disponível em http://hdl.handle.net/1822/40629

Martins, M. L. & Correia, M. L. (2014). Do Post ao Postal. Famalição: Húmus. Disponível em http://hdl.handle.net/1822/35295

Moisés de Lemos Martins (Universidade do Minho)

É Professor Catedrático de Ciências da Comunicação na Universidade do Minho (Braga, Portugal). Doutorou-se em Ciências Socias, especialidade de Sociologia, na Universidade de Estrasburgo, em 1984. Dirige o Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), que fundou em 2001. E dirige o Museu Virtual da Lusofonia, instalado no Google Arts & Culture, que criou em 2017. Obras recentes: Políticas da Língua, da Comunicação e da Cultura no Espaço Lusófono (2019, Org. com Isabel Macedo); A Internacionalização das Comunidades Lusófonas e Ibero-Americanas de Ciências Sociais e Humanas (2017, Org.); A Linguagem, a Verdade e o Poder - Ensaio de Semiótica Social (2017, 2.a ed.); Crise no Castelo da Cultura. Das Estrelas para os Ecrãs (2017, 2a ed.); Lusofonia e Interculturalidade – Promessa e Travessia (2015, Org.); L’Imaginaire des Médias (2011, com Michel Maffesoli).

Onésimo Teotónio Almeida, “Humanidades – Uma inutilidade indispensável”

Há muitas razões para demostrar a indispensabilidade das Humanidades nos currículos universitários e é um triste sinal dos tempos termos de vir interrogar-nos em público sobre a sua importância. Agarrando o mote de um valioso contributo de Nuccio Ordine, aduzirei algumas das razões fundamentais para demonstrar a indispensabilidade das Humanidades.

Onésimo Teotónio Almeida (Universidade de Brown)

Doutorado no Departamento de Filosofia da Brown University, é Professor Catedrático no Departamento de Estudos Portugeuses e Brasileiros e lecciona também no Center for the Study of the Early Modern World e no Wayland Collegium for Liberal Learning da mesma universidade. Foi Vice- Presidente do Rhode Island Council for the Humanities. Membro da Academia da Marinha e da Academia das Ciências, é Doutor Honoris Causa pela Universidade de Aveiro. Entre os seus livros mais recentes contam- se Despenteando Parágrafos (2015), A Obsessão da Portugalidade (2017) e O Século dos Prodígios. A ciência no Portugal da Expansão(2018), todos publicados pela Quetzal.

Renaldas Gudauskas, “Humanities in the context of strategic integrated science communication”

Imagine a More Humane Society

Ignacio Sánchez (President of the Pontificia Universidad Católica de Chile)

Human sciences are essential for understanding the contemporary changes and managing digital complexity and transformation in the 21st century. The strategic direction of universities focuses on the setting of a new agenda for humanities fostering a major epistemological renewal open to diversity, complexity and interaction with other sciences. All science data, information and knowledge are underpinned by research processes. Reliable communication of science and reliable science research are the two sides of the same coin. One without the other will always achieve only mediocre results, if any at all. Such understanding of strategic integrated science communication allows us to create a framework for improving the relationship between science and society. In general, effective communication bridges the gap between humanities and society’s interest. Such approach would assist the assessment of the benefits and risks from an accelerated digitisation.

Renaldas Gudauskas (Martynas Mažvydas National Library of Lithuania / UNESCO’s International Council for Philosophy and Human Sciences)

Prof. Renaldas Gudauskas received his graduate diploma in Library and Information Sciences at Vilnius University. In Saint Petersburg‘s Institute of Culture he defended his doctoral dissertation in Social Sciences. Since 1985, he has been giving lectures to bachelor and master level students at Vilnius University. In 1996–1998, Prof. Renaldas Gudauskas was Advisor for Information and Communication to the President of Lithuania; in 1998– 2000, Vice-Minister for information and informatics at the Ministry of Public Administration; in 2001–2005, Advisor to Prime Minister of Lithuania for science, education and information society development. Now Prof. Renaldas Gudauskas is an expert at the Lithuanian Academy of Sciences. In 2010, Prof. Renaldas Gudauskas became Director General of the Martynas Mažvydas National Library of Lithuania, developing the organization‘s core mission, to ensure satisfaction of the Lithuanian knowledge society’s needs for documentary and digital information. His important priorities are international cooperation, cultural heritage digitization and strategic projects. Currently Prof. R. Gudauskas is a board member of the association ”Bibliotheca Baltica”. His main activity in the Association is related to the cooperation of libraries of the Baltic Region, project initiation, international library and information policy-making institutions. He is a member of the Lithuanian National Commission for UNESCO, member of its Executive Committee as well as a representative for Lithuania at UNESCO’s Intergovernmental Programme “Information for All” (IFAP) and member of its Council. Prof. R. Gudauskas is also the national representative of the European Science Foundation, member of the Geosciences Centre of Coimbra University (Portugal) and an expert at the Science Council of Lithuania (Information Society & eGovernment). In 2012, he was member of the Management Committee of The European Library; in 2012–2018, President of the Bibliotheca Baltica Association; in 2003–2007, Director of UNESCO International Centre of Knowledge Economy and Managment of Vilnius University.

ORGANIZADORES

José Eduardo Franco

Full Professor of the Aberta University and Director of the CIPSH Chair for Global Studies in this institution. Member of the Portuguese Academy of History. He is an expert in the history of culture, and has developed an extensive work as author, coordinator and co-coordinator of various research projects in the field of Human and Social Sciences, including The Historical Dictionary of Religious Orders and Related Institutions in Portugal, The Complete Works of Father Manuel Antunes in 14 volumes, The Complete Works of Father António Vieirain 30 volumes, the survey of Portuguese documentation in the Vatican Secret Archive, the Pioneer Works of Portuguese Culture in 30 volumes, and currently coordinates the Complete Works of the Marquis of Pombal. In September 2015, he was awarded the Medal of Cultural Merit. In 2018, he was awarded the José Mariano Gago Prize of Scientific Dissemination for the coordination of the 30 volumes of the Pioneer Works of Portuguese Culture.

Luísa Marinho Antunes Paolinelli

Ph.D. in Comparative Literature with a specialization in Cultural Studies, professor with tenure at the Faculty of Arts and Humanities of the University of Madeira, has published in the area of Literature and Culture and also in translation. Member of CLEPUL (Center for Literature and Lusophone and European Cultures of the University of Lisbon), coordinates the Pole of this Unit in the University of Madeira. Member of the scientific council of research institutions, such as Luís de Camões Lusófona Academy, the Centro di Studi Europei Sirio Giannini, Fondazione di Studi Avanzati Dino Terra, among others. Participates in several Scientific Committees of Portuguese and foreign journals, such as Letras ComVida and Kamen’ Rivista di Poesia e Filosofia.

  

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